//
Você está lendo
Artigos

O jornalista e o crítico de cinema

Dizem as más línguas que entre os caras mais chatos do mundo estão os ambientalistas e os críticos de cinema. É claro que eu não concordo muito com isso, pois não sou nem um nem outro. Ou antes, sou um jornalista especializado na área ambiental e um crítico “amador” de cinema que há cinco anos mantém um blog com este fim: o Cinema e Mídia.

Digo que sou um crítico “amador” porque não vivo disso e porque amo cinema. Apesar de já ter visto cerca de três mil filmes (o levantamento ainda está em curso e aumenta quase diariamente) não poderia me considerar crítico com ou sem aspas apenas por ser cinéfilo. Desde criança sempre gostei de filmes de gêneros variados e com o passar do tempo, comecei a me interessar por filmes produzidos por cineastas fundamentais como Hitchcock, Chaplin, Fellini, Kurosawa, mas também de diretores cults como Wim Wenders, Lars von Trier, Werner Herzog, Costa-Gavras, Woody Allen e Michael Haneke. É claro que nunca abri mão dos diretores mais pops como Spielberg, Tarantino, Christopher Nolan, Sam Raimi, Tim Burton e os Irmãos Coen nem nunca me esqueci dos diretores brasileiros.

Cursar jornalismo me ajudou a abrir a mente para ter um olhar mais crítico, pois comecei a devorar, no bom sentido é claro, livros sobre o tema disponíveis na biblioteca da Universidade Federal de Mato Grosso e não muito tempo depois comecei a comprar outros, inclusive com abordagens filosóficas e antropológicas. Frequentar festivais também foi muito importante para minha formação nessa área.

A ideia de criar um blog sobre cinema só veio em 2006. No começo era só um passatempo sem muito compromisso com o leitor, apenas uma satisfação do meu ego para tirar o estresse do trabalho com jornalismo ambiental, que nem sempre é prazeroso. Mas recentemente, com quase duas centenas de críticas escritas e postadas no blog, a fidelização de muitos leitores e o aumento crescente dos acessos, percebi que o blog se tornou muito maior do que eu previra.

A prática jornalística e o interesse pela sétima arte ajudam bastante a desenvolver os textos. Mas talvez, até mais do que tudo isso, vejo que ser crítico “amador” ou “profissional” é uma boa oportunidade de um jornalista emitir sua opinião de forma embasada, sem a camuflagem da objetividade e neutralidade do texto jornalístico, ou pior ainda, da publicidade travestida de notícia, como é comum acontecer nas editorias de cultura.

A opinião é libertadora!

Artigo publicado originalmente no Cinema e Mídia e Blog Pauta Quente

Anúncios

About André Alves

jornalista e blogueiro

Discussão

Ainda sem comentários.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: